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Como as redes sociais mexem com sua mente sem você notar

Você já se pegou rolando o feed sem parar, sentindo uma mistura de cansaço, ansiedade e, ao mesmo tempo, incapaz de largar o celular?
Essa cena é mais comum do que parece. O uso excessivo das redes sociais tem afetado a saúde mental de milhões de pessoas ao redor do mundo — e muitas vezes, sem que elas percebam.

Neste artigo, vamos falar sobre como as redes sociais impactam sua saúde emocional, o que é o temido FOMO (Fear of Missing Out) e estratégias práticas para usar a tecnologia a seu favor, sem adoecer.

FOMO é a sigla para Fear of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo, medo de ficar de fora.
É aquela ansiedade que surge ao ver outras pessoas vivendo experiências que você não está — viagens, eventos, conquistas, momentos felizes. Pode ser também o medo de estar perdendo informações ou medo de não estar acompanhando tudo o que está acontecendo . Isso gera uma conseqüência de conectar-se o tempo todo às redes sociais para se “atualizar”.

Esse medo invisível pode resultar em exposição em excesso às redes e:

  • Ansiedade constante;
  • Comparação social;
  • Baixa autoestima;
  • Insatisfação crônica com a própria vida;
  • Sentimento de inadequação.

Estudos mostram que o FOMO está diretamente ligado ao uso problemático das redes sociais, gerando sofrimento silencioso.

Além do FOMO, o uso excessivo e inconsciente das redes pode trazer outros impactos negativos à saúde mental, como:

1.Comparação social ascendente

Nas redes, você vê a melhor versão da vida dos outros — fotos editadas, conquistas, momentos felizes. Isso te leva a comparar sua vida real, cheia de altos e baixos, com uma vida idealizada, gerando:

  • Comparacões irreais;
  • Autoimagem negativa;
  • Frustração;
  • Despersonalização (sensação de não estar vivendo a própria vida)
2. Sobrecarga de informação

A cada rolar de dedo no feed, somos bombardeados por centenas de estímulos: notícias, fotos, vídeos, stories, lives, mensagens, memes, anúncios. Dessa forma, o bombardeio de notícias, conteúdos e estímulos visuais gera uma fadiga mental, afetando seu foco, sono e produtividade.

Essa fadiga mental gera dificuldade de concentração, cansaço sem causa aparente, sensação de mente acelerada. Além disso, há uma sobrecarga cognitiva e a pessoa pode apresentar dificuldade de tomar decisões, de reter informações importantes e de organizar pensamentos.

Certamente toda essa superestimulação, e especialmente à noite, confunde o cérebro e atrapalha a produção de melatonina, o hormônio do sono.

Tudo isso alimenta ainda mais a ansiedade e irritabilidade, gerando a sensação constante de estar atrasado ou de ter que acompanhar tudo o tempo todo resultando em estresse e impaciência.

3.Vício comportamental

O scroll ( rolar a tela do celular) infinito e as notificações criam ciclos de recompensa no cérebro, dificultando pausas saudáveis e aumentando a sensação de perda de tempo e culpa.

Apesar dos desafios, é possível manter uma relação mais equilibrada com as redes sociais.
Veja algumas práticas simples que podem te ajudar:

1. Limite o tempo de uso

Use recursos do próprio celular ou aplicativos para controlar o tempo nas redes. Estabeleça horários específicos para acessar.

2. Faça detox digital programado

Inclua momentos offline no seu dia ou semana. Silenciar notificações e praticar o “modo avião emocional” pode ser libertador.

3. Curadoria de conteúdo

Siga perfis que inspiram, acolhem e agregam. Deixe de seguir perfis que geram comparação ou ansiedade.

4. Pratique o autoconhecimento digital

Observe seus gatilhos: como você se sente após usar as redes? Que emoções surgem? O que você busca nelas?

5. Cultive o offline

Invista em atividades longe das telas: hobbies, caminhadas, leitura, encontros presenciais.
Estar presente no mundo real reduz a ansiedade digital.

As redes sociais são ferramentas poderosas — tanto para aproximar quanto para adoecer.
O segredo está no uso consciente, intencional e equilibrado.
Se você sente que as redes estão te afetando mais do que deveriam, a terapia pode ser um espaço importante para olhar para isso, entender seus gatilhos emocionais e resgatar sua autonomia.

Lembre-se: você não precisa viver conectado o tempo todo para ter uma vida plena.

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